A Semana de Arte Moderna de 1922 ignorou o teatro, e foi por ele ignorada. Luiz Fernando Ramos investiga esse paradoxo ao propor a existência de uma “cena virtual” brasileira, gestada nas viagens de Oswald de Andrade e Flávio de Carvalho a Paris entre as décadas de 1920 e 1930. O autor rastreia como a teatralidade das vanguardas europeias alimentou obras que permaneceram latentes, do balé de Oswald ao libreto Café, de Mário de Andrade. Ao recuperar essas experiências encapsuladas, o livro revela uma vanguarda que, embora sem palco imediato, antecipou a renovação estética e a descolonização da cena nacional que só se concretizariam plenamente a partir dos anos 1960.
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| Autor | Luiz Fernando Ramos |
| Editora | EDITORA UNESP |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 232 |
| Ano de edição | 2026 |
| Número de edição | 1 |

