Como não pensar, diante do título desta obra de Hélène Cixous, na série homônima de pinturas de Pablo Picasso em que a modelo Dora Maar é retratada, assim como nossa Dora, em diferentes momentos da sua vida psíquica? Esse caráter inovador, quiçá iconoclasta da peça não subtrai, contudo, à obra, sequer por um breve instante, a ecácia da sua estrutura: as personagens enunciam concomitantemente diferentes camadas das suas experiências sensíveis a partir de um imaginário que lhes é próprio, permitindo que o diálogo entre as esferas relacionais se torne perceptível, por vezes palpável, ao mesmo tempo a partir do indivíduo e do lugar que ele ocupa na relação com o outro.Izabella BorgesÉ quase fácil demais, quase perfeito demais. Dora é a personicação do interdito que recai sobre a boca do amor; é a arquifeminilidade. Cumpre trabalhar com estados mais complexos, não consumados, menos barrados, mais vertiginosos. É muito datado esse ontem que ainda é hoje. Cumpre agora abordar o hoje que anuncia o amanhã, com riscos outros além da homossexualidade que não quer dizer seu nome. Seria, por exemplo, uma relação de entrega entre a homossexualidade e a heterossexualidade.Hélène CixousLe Monde, 26 de fevereiro de 1976
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| Autor | Hélène Cixous |
| Editora | BLUCHER |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 145 |
| Ano de edição | 2024 |
| Número de edição | 1 |

