Invejamos os adolescentes por sua juventude e suas promessas, mas esquecemos muito depressa que se trata também de um período doloroso, porque representa uma perda: perda do pensamento mágico da infância, das ilusões sobre si mesmo e sobre o mundo. É preciso aprender a aceitar os próprios limites e conformar-se em ser sempre um pouco menos glorioso do que se tinha imaginado. Entende-se, então, por que a adolescência constitui um terreno propício para o surgimento de distúrbios psíquicos: eles exprimem a fragilidade inerente a essa idade, a dúvida sobre si e sobre as capacidades de agradar, de amar e de ser amado, a incerteza sobre o que se poderá vir a ser. Muitos desses distúrbios, contudo, apesar de dramáticos, revelar-se-ão transitórios. Cabe ao psiquiatra acompanhar esse processo de maturação que é a adolescência e empenhar todos os esforços para relançar as perspectivas de futuro. Livro ao mesmo tempo de lembranças e de reflexão sobre o exercício de sua profissão, A vida em desordem é uma defesa de uma psiquiatria humanista, inventiva e otimista, longe dos dogmas e do psiquiatricamente correto.
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| Autor | Marcel Rufo |
| Editora | WMF MARTINS FONTES |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 192 |
| Número de edição | 1 |

