Esta obra discute as práticas medicalizantes e psicologizantes no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), especialmente no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Trata-se de um estudo histórico-genealógico, o qual interrogou: quais as práticas de saber, poder e subjetivação que a Psicologia opera no CREAS? De que modo? E quais são os efeitos? Deste modo, investigou-se os enquadramentos do sujeito psi pela análise genealógica da Psicologia como ciência do indivíduo, que privilegia a subjetividade normalizada e interiorizada, além das suas aproximações com o saber médico. Discutiu-se ainda as intercessões do processo de medicalização com a psicologização; o processo de institucionalização da Assistência Social no Brasil, debateu-se sobre os atravessamentos e reprodução de práticas confessionais à Psicologia sob o regime de verdade e o foco familista do SUAS, frente as demandas assistidas relacionadas as diferentes violações de direitos humanos. Ainda, discutiu-se a respeito das colonialidades de poder, ser e gênero, com destaque para a participação política da mulher nesta política pública. Por fim, apostou-se nas articulações micro e macropolíticas no CREAS e os encontros como potências criadoras de rotas desmedicalizantes e despsicologizantes.
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| Autor | Rafaele Habib Souza Aquime |
| Editora | CRV |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 188 |
| Ano de edição | 2023 |
| Número de edição | 1 |

