O que realmente acontece quando lemos um poema? Se, por um lado, o leitor segue de perto os desenhos que a voz do poeta traça no retângulo do papel, por outro, ele também mira as figuras que essa voz desenha num outro lugar que está, nunca se sabe bem, aquém ou além da página. Mas o que acontece quando as vozes que desenham nos incitam a trocar de lugar com elas?
Os poemas recentes de Leonardo Gandolfi têm uma capacidade incomum de situar o próprio ato de ler no centro dos acontecimentos, de modo que a certa altura nos damos conta de que, enquanto lemos o poema, também somos lidos por ele. Talvez seja isso que o crítico Rafael Zacca identificou como a “força de partilha” dessa escrita, que consegue a proeza de ser “inocência e enigma ao mesmo tempo”.
De Robinson Crusoé e seus amigos (2021) a este Pote de mel e outros poemas, o que salta à vista é o percurso de um poeta que, por meio de um despojamento corajoso, vertical, e em diálogo com a música popular, a literatura e as artes plásticas, dá um passo a mais em direção a uma experiência para a qual todos os adjetivos são inapropriados.
O nome disso, poesia.
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Autor |
Leonardo Gandolfi |
Editora |
EDITORA 34 |
Idioma |
PORTUGUÊS |
Encadernação |
Brochura |
Páginas |
144 |
Ano de edição |
2025 |
Número de edição |
1 |