Como a prosa, cada poema de BUKOWSKI, CHARLES corta como aço de navalha. Ele expõe as vísceras da realidade, revolve o cotidiano, e, de onde nem se pensa que sairá um poema, brotam versos de pura genialidade. Algo como um saxofone gemendo na noite fria. As ruas molhadas refletindo o brilho feérico do neon. Fantasmas da madrugada buscam um gole da bebida mais forte que encontrarem. Bares fechando, a luz amarelada, o odor acre de suor misturado com álcool e muito tabaco. Poucos souberam, como BUKOWSKI, CHARLES , arrancar versos de quartos sórdidos de hotel, becos imundos, mulheres de todas as formas, bocas vermelhas demais, madrugadas longas, solitárias. É o bepop dos marginalizados, dos perdedores, pensadores de sarjeta, filósofos encharcados de uísque vagabundo.
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| Largura (cm): | 10,70 |
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| Autor | Charles Bukowski |
| Editora | L&PM |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 304 |
| Ano de edição | 2010 |
| Número de edição | 1 |

