A poesia de Jorge Reis-Sá já é conhecida há muito nos circuitos literários brasileiros, eis que a extensão e a qualidade da sua biografia dispensam maiores apresentações nos meios editoriais. Neste ''Pátio'', após ter publicado onze livros nos últimos vinte anos, Jorge Reis-Sá torna a apresentar o seu texto poético repleto de simbologias, em que inicia pela contemplação de ''Lápide'' e atravessa os espaços abertos, de forma elegante e em passos precisos, com excertos, referências e poesias de poucas palavras e muitos significados. Todas elas se estendem debaixo desta espécie de sol morno, quase frio, que emoldura sentimentos, incertezas, inquietudes, sensações inusitadas do confronto permanente entre a tristeza e a felicidade. Afinal, é diante da morte que somos capazes de sentir a presença concreta da vida. Neste pátio imaginário, dialoga Reis-Sá com alguns dos grandes poetas do seu tempo, como Daniel Faria, Gastão Cruz, Luís Quintais, Pedro Mexia e em especial António Carlos Cortez, prefaciador deste belo volume, e que anotou com propriedade o "realismo de nevoeiro, pouco nítido" do qual exsurge a vida, essa hera forte e resiliente que cresce enquanto não estamos a olhar, e do qual igualmente nascem os poemas de Reis-Sá, palavras que encerram os espaços míticos nos quais o autor, de modo mágico, faz(-nos) "recordar quem somos e quem tivemos na nossa vida".
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| Autor | Jorge Reis-Sá |
| Editora | JAGUATIRICA |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 82 |
| Ano de edição | 2020 |
| Número de edição | 1 |

