Na União Soviética das décadas de 1960 e 1970, desafiar publicamente o Estado podia significar vigilância da KGB, perda do emprego, internação psiquiátrica, prisão, trabalhos forçados ou exílio. Ainda assim, escritores, cientistas, intelectuais e cidadãos comuns começaram a se reunir em manifestações não autorizadas, produzir e distribuir textos clandestinos, denunciar julgamentos políticos e exigir que o próprio governo soviético respeitasse as leis e os direitos que afirmava garantir.
EmOs Rebeldes da União Soviética: A história dos dissidentes que desafiaram o regime comunista, o historiador Benjamin Nathans reconstrói a formação e o desenvolvimento desse extraordinário movimento. Figuras como Andrei Sakharov, Alexander Volpin, Larisa Bogoraz, Pavel Litvinov, Natalya Gorbanevskaya e Anatoly Marchenko surgem não apenas como heróis isolados, mas como integrantes de uma rede que desenvolveu novas formas de resistência ao autoritarismo. O samizdat, as petições, as manifestações, a observação de julgamentos e o discurso dos direitos humanos formaram aquilo que Nathans denomina o repertório dissidente.
A partir de autobiografias, correspondência, textos clandestinos, registros de interrogatórios, documentos da KGB e arquivos soviéticos abertos após o fim da URSS, Nathans questiona uma interpretação convencional da Guerra Fria: a de que os dissidentes seriam simplesmente liberais ocidentais presos atrás da Cortina de Ferro. Eles eram, argumenta o historiador, filhos do próprio sistema soviético, educados por ele e capazes de transformar sua linguagem e suas contradições em instrumentos de contestação.
Mais do que uma história da oposição ao comunismo, o livro investiga uma questão universal: como pessoas comuns encontram maneiras de agir quando enfrentam um sistema político que parece impossível de transformar?
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| Autor |
Benjamin Nathans |
| Editora |
AMARYLIS EDITORA |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
912 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |