Neste livro - inédito por sua coragem -, o renomado advogado britânico Geoffrey Robertson explica por que uma linhagem de crimes tão antiga não apenas se perpetuou até nossos dias como se dissemina cada vez mais. A principal razão é a ampla impunidade assegurada pelo direito canônico, código legal exclusivo da Igreja, que rege com punições ínfimas tais crimes, considerados pelo Vaticano como meros pecados. Além disso, o sistema católico costuma exigir o silêncio das vítimas, esconder os fatos das autoridades e realocar os padres molestadores para novas paróquias, onde podem reincidir livremente. Tal sistema de impunidade é administrado pela Congregação para a Doutrina da Fé, que foi comandada pelo cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, durante quase um quarto de século. E o que por sua vez dificulta a responsabilização do Vaticano pelo acobertamento de tais crimes é a imunidade legal que lhe é garantida por ser um Estado soberano (desde o espúrio Tratado de Latrão, assinado pelo ditador Benito Mussolini em 1929), o que pressupõe um foro privilegiado. De forma lúcida e precisa, mobilizando argumentos de direito criminal e internacional, o autor defende sua contundente ideia: a de que o Sumo Pontífice - líder do Estado vaticano - é responsável por inúmeros abusos viabilizados e acobertados ao longo dos anos e, em última análise, deveria ser julgado por crimes contra a humanidade.
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| Autor | Geoffrey Robertson |
| Editora | L&PM |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 280 |
| Ano de edição | 2011 |
| Número de edição | 1 |

