Partimos de uma perspectiva psicológica que considera como os trabalhadores, especialmente as mulheres, compreendem sua experiência e como elaboram sua vivência de classe, sem perder de vista o contexto real em que estão inseridos. O foco da Psicologia Concreta é o drama vivido pelo sujeito singular, entendido como a narrativa dos acontecimentos em sua totalidade, o segmento dos atos apresentados pelo ator da vida dramática: o eu da vida cotidiana. Sendo assim, optamos por enfocar a vivência das mulheres Sem Terra no nosso trabalho. Consideramos fundamental compreender o papel que elas exercem na atividade produtiva e na luta pela terra. A partir dos relatos de Dona Antônia e Dona Maria, moradoras do assentamento 1º de Junho em Tumiritinga (MG), buscamos compreender como se deu a formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado de Minas Gerais. Compreender o cotidiano dos Sem Terra a partir do momento de ruptura que travam contra a ordem estabelecida. Entender as passagens e as mudanças que se estabelecem no processo de ocupação de terras e as transformações que ocorrem na vida de famílias inteiras. Consideramos esse processo como propulsor de transformações da consciência de classe.
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| Autor | Fabiana de Andrade Campos |
| Editora | CRV |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 210 |
| Número de edição | 1 |

