Em um cenário de crises sobrepostas e transformações tectônicas, Motim: como o nosso mundo está mudando oferece uma lente necessária para compreender as rachaduras do sistema capitalista contemporâneo. Peter Mertens, secretário-geral do Partido do Trabalho da Bélgica, articula com rigor e sensibilidade a dialética entre os “lucros excedentes” das megacorporações e a “humanidade excedente” – os bilhões de trabalhadores tratados como descartáveis pela lógica do mercado.
A obra identifica um duplo movimento de insubordinação. No “porão do navio”, as vozes dos explorados voltam a ecoar: das históricas greves de enfermeiras no Reino Unido aos massivos protestos de agricultores na Índia, a consciência de classe ressurge como força política capaz de chacoalhar o status quo. No “convés”, o motim é geopolítico. O Sul Global, por meio de alianças como a dos Brics, desafia a ordem unipolar e a hegemonia do dólar, exigindo soberania e um novo papel na história.
Mertens percorre os pontos críticos da nossa conjuntura: da especulação financeira com alimentos e energia às consequências devastadoras da crise climática; das raízes profundas da guerra na Ucrânia à tragédia na Palestina, que o autor define como um divisor de águas moral e político para a nossa geração. Ao denunciar os “padrões duplos” do Ocidente e a arrogância das elites neoliberais, o autor resgata o espírito de Bandung para defender um novo não alinhamento e a construção de um socialismo do século XXI.
Com uma narrativa que entrelaça histórias de vida reais – como a de trabalhadores da saúde e operadores de processos industriais – e análises geopolíticas profundas, este livro não é apenas um relato sobre um mundo que muda. É, acima de tudo, um guia para a organização popular e para a construção de um futuro no qual a solidariedade internacional e a preservação da natureza superem a barbárie do lucro.
“Chamam de motim quando trabalhadores e empregados se unem para lutar por salários dignos e melhores condições de trabalho, ou quando a ação social se mobiliza pelos direitos democráticos ou pelo nosso clima. Chamam de motim quando países e povos querem decidir por si mesmos o que fazer com seus recursos, sejam eles lítio ou cobalto, e reivindicam o direito de processá-los. Chamam de motim quando países e povos se recusam a tomar partido em uma guerra comercial ou em uma nova Guerra Fria imposta por Washington. Chamam de motim o fato de que a era unipolar dos Estados Unidos está silenciosamente chegando ao fim. E, como esse motim está do lado certo da história, que nós o abracemos.”
“O motim é uma metáfora para o grande espírito de liberdade que cruza os oceanos desde o princípio, enriquecendo-se ao longo do caminho.”
“As classes dominantes e as corporações que elas controlam extraem lucros excedentes da riqueza produzida pela sociedade, enquanto bilhões de seres humanos que trabalham para produzir essa riqueza são tratados como se fossem a humanidade excedente.”
| Código: |
L002-9786558912071 |
| Código de barras: |
9786558912071 |
| Peso (kg): |
0,267 |
| Altura (cm): |
21,00 |
| Largura (cm): |
14,00 |
| Espessura (cm): |
1,00 |
| Autor |
Peter Mertens |
| Editora |
EDITORA EXPRESSÃO POPULAR |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
216 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |