Sabe-se que transita na internet - o meio de comunicação mais significativo da sociedade atual - a repetição de estruturas sociais e estereótipos. é nessa lógica que violências contra as mulheres são reproduzidas, coexistindo com transformações na intimidade e avanços na autonomia feminina. O meio virtual reflete e incita uma cultura de hiperexposição da imagem, no qual vidas privadas alcançam dimensão pública. Surge aí o sexting - uma forma de relacionamento entre jovens por meio de mensagens de texto de cunho sexual e que podem conter imagens -, palco também para chantagem e exploração da imagem feminina: o pornô de vingança. Se o sexting existe no sentido de novas nuances no relacionamento, e já que se relacionar pressupõe mais de uma pessoa, qual a razão de as mulheres terem suas expressões sexuais cerceadas? A exposição da imagem de mulheres como vingança desnuda uma lógica machista e aponta para a necessidade de se trabalhar a educação sexual na juventude. Por outro lado, essa mesma internet que veicula violências abre-se em um espaço propício a movimentos autônomos para enfrentar essas agressões. Os ciberfeminismos ocupam as lacunas não preenchidas por instituições formais, criando e fortalecendo redes de apoio a vítimas e atuando no autoconhecimento de meninas e mulheres, bem como enfrentando novos desafios relativos aos movimentos sociais, da necessidade de maior abrangência e de cautela a punitivismos (em momento de tensões propiciadas pelo no ciberespaço e enfatizadas neste).
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| Autor | Mariana Risério Chaves de Menezes |
| Editora | APPRIS |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 187 |
| Ano de edição | 2019 |
| Número de edição | 1 |

