O abandono infantil: uma ferida invisível que sangra por gerações.
O abandono de crianças por suas mães biológicas é mais do que um ato de negligência — é uma violência silenciosa que condena vidas inteiras ao sofrimento. Quando uma mãe rejeita seu próprio filho, ela não está apenas transferindo a responsabilidade de cuidado, mas rasgando o primeiro e mais fundamental laço afetivo humano: o vínculo materno. As consequências são catastróficas. Essas crianças, mesmo quando acolhidas por famílias adotivas, carregam consigo o peso da rejeição original. Tornam-se adultos com um vazio existencial que nenhum outro afeto preenche completamente. A pergunta “Por que eu não fui amada?” ecoa como um lamento permanente em suas psiques, minando sua autoestima e capacidade de se relacionar. O mais cruel é que esse abandono raramente é um ato de desespero, mas sim de conveniência. Muitas mães optam por desertar de sua missão mais sagrada simplesmente para evitar a responsabilidade, como se filhos fossem objetos descartáveis. O resultado são crianças tratadas como órfãs de mães vivas — abandonadas não pela morte, mas pelo egoísmo. Enquanto isso, a sociedade finge não ver. Falamos em “direitos das crianças”, mas falhamos em proteger essas vítimas da pior das crueldades: o desamor de quem deveria amar incondicionalmente. Até quando continuaremos a normalizar essa tragédia silenciosa?
| Código: |
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| Autor |
Nara Engel |
| Editora |
ARTERA |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
144 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |