• Identificar e Deixar Morrer

Durante o governo Vargas, o Estado brasileiro estruturou uma política de saúde que tinha como objetivo separar e isolar parcelas da população portadoras de características físicas e culturais consideradas inadequadas para a formação do povo brasileiro.
Em contraste com a imagem amplamente difundida de um país racialmente tolerante, sem conflitos intensos ou políticas explícitas de segregação e extermínio, onde o eugenismo teria sido mais brando, este livro apresenta uma perspectiva oposta.
A partir da análise de documentos oficiais e revistas científicas da época, a obra revela um capítulo pouco conhecido da história nacional. Descreve o processo de construção da doença e do doente, e as diversas tentativas até se chegar à criação de instituições asilares específicas, semelhantes a pequenas cidades, destinadas ao confinamento daqueles considerados “impróprios” para o projeto de nação.
O cotidiano dos internos, as experiências médicas e o rompimento de laços familiares são algumas das temáticas exploradas para discutir não apenas a institucionalização de práticas raciais, mas também os dispositivos de poder que sustentaram essas políticas.
Este livro é uma leitura necessária para compreender como o Brasil lidou, e ainda lida, com suas tensões raciais e sociais.
Joaze Bernardino-Costa
Professor de Sociologia da Universidade de Brasília

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Autor Cinara Lobo
Editora APPRIS
Idioma PORTUGUÊS
Encadernação Brochura
Páginas 226
Ano de edição 2026
Número de edição 1

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Identificar e Deixar Morrer

  • Brochura

  • Cinara Lobo

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  • Vendido e entregue por Fidelivros - Manaus
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