Durante o governo Vargas, o Estado brasileiro estruturou uma política de saúde que tinha como objetivo separar e isolar parcelas da população portadoras de características físicas e culturais consideradas inadequadas para a formação do povo brasileiro.
Em contraste com a imagem amplamente difundida de um país racialmente tolerante, sem conflitos intensos ou políticas explícitas de segregação e extermínio, onde o eugenismo teria sido mais brando, este livro apresenta uma perspectiva oposta.
A partir da análise de documentos oficiais e revistas científicas da época, a obra revela um capítulo pouco conhecido da história nacional. Descreve o processo de construção da doença e do doente, e as diversas tentativas até se chegar à criação de instituições asilares específicas, semelhantes a pequenas cidades, destinadas ao confinamento daqueles considerados “impróprios” para o projeto de nação.
O cotidiano dos internos, as experiências médicas e o rompimento de laços familiares são algumas das temáticas exploradas para discutir não apenas a institucionalização de práticas raciais, mas também os dispositivos de poder que sustentaram essas políticas.
Este livro é uma leitura necessária para compreender como o Brasil lidou, e ainda lida, com suas tensões raciais e sociais.
Joaze Bernardino-Costa
Professor de Sociologia da Universidade de Brasília
| Código: |
L002-9786525091204 |
| Código de barras: |
9786525091204 |
| Peso (kg): |
0,749 |
| Altura (cm): |
23,00 |
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16,00 |
| Espessura (cm): |
2,00 |
| Autor |
Cinara Lobo |
| Editora |
APPRIS |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
226 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |