Na linguagem corrente, a bulimia (etimologicamente "fome de boi") significa que o sujeito se entrega com um apetite ávido, senão com voracidade e edacidade, a determinadas coisas ou atividades. A desmesura significa, neste caso, vitalidade, e evoca-se, por exemplo, Gargântua, que comeu seis falcões-peregrinos como salada... A bulimia, no sentido próprio da ingestão alimentar desmedida e paroxística, é uma ilustração habitual da alegria de viver. Ela aparece como o caso extremo da gula, que é a imagem bíblica do pecado original e um dos sete pecados capitais, contrariamente a virtudes e méritos que, em todas as religiões, são esperados do jejum. Mas a bulimia pode se manifestar, também, como crise. A crise bulímica é um episódio de sobreconsumo alimentar incontrolável durante o qual uma grande quantidade de alimento, freqüentemente hipercalórico, é apressadamente ingerido, às escondidas, sem poder se limitar. Todos os graus são possíveis na ausência de controle, a quantidade engolida, a rapidez da ingestão, mas a crise bulímica continua ainda um acontecimento maciço, excessivo, explosivo e violento. Essas crises são repetitivas, acontecem em intervalos mais ou menos próximos. Podem ser cotidianas, até mesmo pluricotidianas, sucedendo-se às vezes sem descontinuidade (fala-se de "estado de mal" bulímico).
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Autor |
Alain Fine |
Editora |
EDITORA ESCUTA |
Idioma |
PORTUGUÊS |
Encadernação |
Brochura |
Páginas |
216 |
Ano de edição |
2003 |
Número de edição |
1 |