• A violência da interpretação

Desde o início de sua existência, o sujeito se vê confrontado a uma série de encontros dos quais uma das características será antecipar sempre suas possibilidades de resposta e previsão. Esse estado de encontro está na origem de três tipos de produção que metabolizam segundo seu próprio postulado a informação que daí resulta. Qualquer ato, qualquer experiência, dá lugar ao mesmo tempo a um pictograma, a uma encenação, a uma significação. O sujeito não pode ter nenhuma consciência direta do pictograma; está nas mãos do analista entrever alguns de seus efeitos e tentar com isso construir um modelo conhecível pelo Eu. Em contraposição, a obra da encenação própria do primário, testemunhada pela produção fantasmática, tem o poder de se infiltrar no campo do secundário, apesar de este último ser regido por um trabalho de significação devido à instância chamada Eu.

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Autor Piera Aulagnier
Editora EDITORA ESCUTA
Idioma PORTUGUÊS
Encadernação Brochura
Páginas 324
Ano de edição 2026
Número de edição 1

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A violência da interpretação