O livro Entre o progresso e a miséria: estratégias de resistência de comunidades tradicionais de Paraty frente aos impactos de projetos do Estado militar apresenta um exercício de identificação e interpretação, em Campinho da Independência – Paraty/RJ, do que Scott classificou como formas cotidianas de resistência. Os moradores, ainda no século XX, operacionalizaram uma série de manobras perante múltiplos eventos que os afligiram. Diante de ameaças à sua autonomia, desenvolveram um repertório de estratégias próprias e particulares com vistas a repelir quaisquer imposições provenientes de agentes externos baseadas em iniciativas, inclusive, governamentais, como a construção da rodovia Rio-Santos. A obra despertou o interesse e atraiu para a área sujeitos sociais diversos que passaram a requerer terras. Elucidamos que essas manobras tácitas acionadas nos embates precederam, mas também foram associadas às estratégias que conferiram um caráter público aos confrontos, como quando o grupo acionou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraty (STRP) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Após o êxito sobre os opositores à época, contudo, novos contextos se apresentaram de modo que o repertório dessas resistências empregadas outrora fosse atualizado. O caso mostrou que as formas cotidianas de resistência podem compreender um repertório vasto e não são, portanto, uma quimera, já que se atualizam conforme a emergência de novas necessidades.
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| Autor | Annagesse de Carvalho Feitosa |
| Editora | APPRIS |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 199 |
| Ano de edição | 2025 |
| Número de edição | 1 |

