Em Violão e Identidade Nacional, Marcia Taborda resgata a trajetória do instrumento em terras brasileiras a partir do início do século XIX até os anos de 1930. A pesquisadora mostra como gêneros musicais brasileiros, como as modinhas, choros, sambas, entre outros floresceram ao som de suas seis cordas.A autora discute o lugar do violão na sociedade brasileira, considerado por muito tempo um instrumento das classes populares e por isso desprezado entre a elite. Marcia faz uma profunda investigação sobre o tema e mostra que as fronteiras não foram tão rígidas como a história sugere.“A associação do instrumento aos setores marginalizados constituiu num objeto privilegiado de análise a partir do momento em que sua utilização suscitou inúmeras questões relacionadas ao lugar social que caberia a seus executores. (...) Contudo, o violão não estava apenas nas ruas. Frequentou o Palácio do Catete nas mãos de Nair Teffé, primeira-dama, esposa do presidente Hermes da Fonseca; foi o grande companheiro e o arquivo musical de Villa-Lobos, compositor responsável pelo surgimento do repertório de concerto dedicado ao instrumento”, destaca a autora.A pesquisadora e violinista mostra que o cenário do desenvolvimento musical no Brasil foi o Rio de Janeiro. “A música regional carioca tomou incontestavelmente foros de música nacional. Gêneros como o choro e o samba surgiram e se desenvolveram na cidade, consagrando repertório incorporado ao acervo nacional”, afirma. Ela ainda aborda a importância do desenvolvimento dos novos meios de comunicação – indústria fonográfica, rádio e cinema – para o processo de legitimação do violão e os ritmos que tinham nele a sua alma.
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| Autor | Marcia Emerlindo Taborda |
| Editora | CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 224 |
| Ano de edição | 2011 |
| Número de edição | 1 |

