Uma história da modernidade narrada a partir da trajetória de personalidades negras que construíram São Paulo. Com esmero e delicadeza, Mário Medeiros revisita o imaginário que moldou a cidade ao analisar grupos como o Teatro Experimental do Negro de São Paulo, Racionais MC’s e Cooperifa e autores como Carolina Maria de Jesus e Oswaldo de Camargo.
Em 2022, voltando de uma reunião de trabalho, o jornalista Oswaldo Faustino disse a Mário Medeiros: “Em São Paulo, moderno é tirar os pretos dos lugares”. Anos mais tarde, a frase lapidar viria a abrir este livro, que reconstrói a história da metrópole paulistana vista “por um conjunto de homens e mulheres negro/as e periférico/as, desejando, ocupando, construindo, moldando uma cidade que muitas vezes os nega, simbólica, prática e letalmente”.
É uma façanha escrever uma obra tão densamente documentada — que expressa erudição monumental — em tom contido e, ainda assim, torná-la uma leitura comovente. Elaborado com sensibilidade e, quase se percebe, com doçura, é um livro precioso em todos os sentidos, e que reafirma o compromisso do autor com a memória social negra como missão intelectual, teórica e política.
O título remete a um verso de Lino Guedes: a estrela do novo rumo é o corpo celeste que orienta a comunidade negra na construção de sentidos alternativos e a afasta do que há de excludente e destruidor na modernidade.
| Código: |
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| Autor |
Mário Augusto Medeiros da Silva |
| Editora |
ZAHAR |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
376 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |