Uma vereda de vasto plantio é assolada pela chuva em demasia, isso constrói e destrói, como uma antítese: uma figura de linguagem incompreendida no seu significado. A ordem e o caos são parte de um prisma, que, em sua capacidade de reflexão, revela as cores do arco-íris como o essencial. Uma cor não é nada fora do espectro de luz, assim como um humano não pode ser constituído fora da experiência terrena. Mas o propósito dessa caminhada não é uma aventura desconexa. Permanecer em estado de eterno retirante garante os infortúnios. O passo largo já é necessário, diante do grave espinho que agora brilha mais que as flores, na erva daninha mentalmente criada e que forma a realidade em todo o seu espectro. O sofrimento assola como a tempestade que fere sem perdão, o que, em casa de argila, construiu abrigo. A argila era de areia livre. A prisão, que, consequentemente, limita a ordem psíquica, não é só uma metáfora poética; é escandaloso até para os olhos de quem observa sem se inteirar do mesmo estado. Tudo tem uma esperança, mas o nada também provém da mesma força. Tudo ou nada: é somente nesse ímpeto que podemos dar um passo rumo à compreensão do que os grandes mestres já deixaram como legado. Pois, sem o movimento repentino embalado pela dor, que parece ser a forma humana de atuar, iremos deixar transcorrer a oportunidade severa rumo ao desenvolvimento da personalidade. E, hoje, já podemos até classicar, teoricamente, em um estado coletivo de desorganização psíquica, que acarreta a desfragmentação e o distanciamento de quem somos. Não se trata de pessimismo, é de urgência: da consciência sobre o barulho literal que ouvimos na mente, um diálogo interno, um algoz que retrata a terceira guerra mundial e que libera as mazelas. Somos sobreviventes de um dia, após o outro, e que persiste por gerações. Imploramos pelo remédio, cuja fórmula este livro também é impossibilitado de apresentar, por não se tratar de um livro de autoajuda. É uma reflexão. Um chamado à memória de uma promessa pessoal, intransferível. Um convite para lembrar que, embora tenhamos antecedentes monitorados, agora devemos atuar como protagonistas da vida.
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| Autor | Cláudia Cristina de Oliveira |
| Editora | ARTERA |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 77 |
| Ano de edição | 2026 |
| Número de edição | 1 |

