A obra propõe-se a pensar o ser da violência desconstruindo as bases tradicionais antropológicas da compreensão deste problema. Por muito tempo, o Ocidente disse ser o homem um animal racional. Controlando a animalidade do homem, a violência seria superada. No entanto, não existe nenhum animal genocida. Entre cães, gatos e cavalos não surgiu sequer uma chacina ou campo de extermínio. Ao mesmo tempo, a razão tecnocrática, com seu ímpeto dominador e controlador da realidade, elevou aos estertores o poder de destruição humana. Por isso, o livro afirma que a violência é uma possibilidade sempre presente da totalidade da existência humana. Ela nasce de um tipo específico de existência: aquela que não suporta a presença da alteridade, além de não tolerar o caráter temporal e transitório da realidade. Somente uma vida degenerada, que não suporta os "riscos" impostos pela alteridade e pelo devir, procura negar o outro como meio para sua autoafirmação. Episódios como a homofobia, a sexofobia, a perseguição dos negros, as guerras mundiais, são meios de disseminação de uma vida (cultural) degenerada. Neste sentido, ao inquirir o ser da violência, Ontologia da violência abre portas para um enfrentamento radical desse problema, sem sugerir fórmulas mágicas, soluções românticas ou esperanças racionalistas.
| Código: | L002-9788574783352 |
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| Autor | Jonas Rezende |
| Editora | MAUAD X |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 264 |
| Ano de edição | 2010 |
| Número de edição | 1 |

