• O estruturalismo e a questão do sujeito: a formação do campo semiológico

O movimento estruturalista atingiu seu ponto crucial quando Lévi-Strauss decidiu transpor o modelo linguístico criado por Saussure e aperfeiçoado por Jakobson para a etnologia, fundando assim a antropologia estrutural. Essa decisão provocou uma verdadeira revolução teórica e metodológica no seio das ciências humanas, e repercutiu profundamente na filosofia ao desencadear o famoso debate sobre “a questão do sujeito” que, por sua vez, animou a intelligentzia francesa nos anos 1960. Será que o estruturalismo, estudando a cultura como “um conjunto de sistemas simbólicos” produzidos inconscientemente pelo “espírito humano” ou, antes, pela “natureza humana”, provocou de fato a expulsão do sujeito dos fatos sociais e culturais? Defendemos, neste livro, a tese contrária. Em nosso entender, a filosofia estruturalista que nega a autonomia da consciência, ao considerá-la como uma espécie de reflexo das estruturas, projetou-se indevidamente sobre o método estrutural, o qual, como sustenta o próprio Lévi-Strauss, recorre necessariamente, em suas etapas compreensivas, à “experiência vivida do sujeito”.

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Autor Ricardo Jardim ANDRADE
Editora EDIÇÕES LOYOLA
Idioma PORTUGUÊS
Encadernação Brochura
Páginas 424
Ano de edição 2023
Número de edição 1

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O estruturalismo e a questão do sujeito: a formação do campo semiológico