Ao contrário do que recomenda o dito popular, Saudades do que nunca fomos foi escrito justamente para misturar e discutir política e futebol. De acordo com Fabio Luis, as mudanças pelas quais passou o esporte estão intimamente relacionadas às transformações políticas, econômicas, sociais e culturais que atravessaram o país e o mundo desde que o foot-ball foi introduzido pelos ingleses que vieram trabalhar nas ferrovias. Da mesma forma, a recuperação de um estilo próprio ao futebol brasileiro, capaz de encantar os torcedores e oferecer uma alternativa à lógica do dinheiro e do resultado, só será possível se a realidade mudar também fora de campo.
Enquanto isso, estaremos condenados a ver nossos craques deixando o país cada vez mais cedo, feito commodities em busca de aprimoramento e valorização, e jogadores muito mais interessados em alavancar a própria carreira do que em se consagrar pela Seleção. Em um mundo futebolístico marcado por cabelos muito bem cortados, roupas finas, carrões, fé cristã e picanhas folheadas a ouro, a leitura de Saudades do que nunca fomos se assemelha a um raro jogo bonito: ao abrirmos o livro, a nossa atenção é totalmente absorvida, não vemos o tempo passar, e, quando acaba, fica um gostinho de quero mais.
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| Autor |
Fábio Luis Barbosa dos Santos |
| Editora |
EDITORA ELEFANTE |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
160 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |