Da região amazônica já saíram contribuições indeléveis e de relevância para a economia e para pesquisas científicas que beneficiam o mundo todo. Desde a sua nascente no Nevado Mismi, passando pela região de Calamar nos contrafortes andinos, e ainda descendo o Solimões e o Rio Negro, vão se mostrando os personagens lendários da Cobra Grande, do Boto, da Yara, da Mapinguari e de outra latitude sul brasileira, o Negrinho do Pastoreio, que vão compondo uma ambiência de cheiros, cores, fetiches e vivência humana, envolvidos pela monumental floresta e por biomas que gritam por cuidados e preservação urgentes – a ouvidos moucos pela ganância por ganhos trilionários dos seus verdadeiros predadores. Este livro é uma homenagem especial a um fenômeno natural que se dá nesse cenário e que se ombreia com os mais distinguidos pela humanidade. O Encontro das Águas reúne dois dos maiores rios do mundo, o Amazonas e o Negro, veias fundamentais desse gigantesco ecossistema universal e brasileiro chamado Amazônia, para o qual o saudoso escritor nacional Fernando Sabino deu a seu livro o título O Encontro das Águas – crônica irreverente de uma cidade tropical. Com um olhar diferente das loas encontradas por Sabino, ressalto aqui a criação de uma lenda para introdução nos mistérios da Selva Selvaggia – a lenda de Mapinguari –, de que recebi as primeiras menções em casa, através de relatos de Luzanira Maricaua, uma habitante do Rio Jutaí que veio morar com a minha família em Manaus e narrou a estória dessa figura folclórica amazônica para um atento menino de 10 ou 11 anos que imaginou um dia encontrar tão fantasmagórico mito.
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| Autor | Sebastião Moura Costa |
| Editora | APPRIS |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 117 |
| Ano de edição | 2016 |
| Número de edição | 1 |

