Existe uma temporalidade ocidental, constituída pela colonização e pelos interesses neoliberais, que singulariza o contemporâneo na Amazônia e no planeta. Ela orquestra as distopias, que não permitem pontos de fugas. Tudo parece consumado na Grande Floresta, e suas narrativas e práticas dissolvem o futuro. Em outra instância de sentidos, mas dentro da mesma episteme, as utopias escutam as vozes indígenas e dos povos subalternizados pela exploração econômica, visibilizam outros possíveis para a existência humana e alimentam o sonho do bem viver. Cosmovisões irreconciliáveis!
Os interesses internacionais e o colonialismo interno são ferozes com a Floresta. Poderia uma segunda Cabanagem conter essa tragédia já intensamente estruturada? Por outro lado, é aqui, nessas baixas latitudes, próximas ao Equador, que o céu tem mais estrelas. Quem sabe ainda seja possível ouvi-las para traçar novas trajetórias que valorizem a vida e permitam adiar o fim do mundo. Este livro faz um convite a essas reflexões. [Ivânia dos Santos Neves]
Organizador: Marcos Colón
Projeto Gráfico: Negrito Design
Ilustração da Capa: Denilson Baniwa, Cobra do Tempo, 2017.
Código: |
L004-9786555801347 |
Código de barras: |
9786555801347 |
Peso (kg): |
0,520 |
Altura (cm): |
23,00 |
Largura (cm): |
16,00 |
Espessura (cm): |
2,00 |
Autor |
Marcos Colón |
Editora |
ATELIÊ EDITORIAL |
Idioma |
PORTUGUÊS |
Encadernação |
Brochura |
Páginas |
336 |
Ano de edição |
2025 |
Número de edição |
1 |