Romance que descreve, sistemática e sucintamente, a trajetória de Zé Prego, criança brasileira que tem sua vida afetada pelas injustiças herdadas do tipo de colonização das terras pindoramas. A história se dá na cidade fictícia de Pindaíba, onde o personagem nasce, cresce e se desenvolve na pindaíba, região em que não ocorre a árvore desse nome. A pindaíba de Zé Prego é aquela que tem o sentido dado pela apropriação da Língua Portuguesa de termos originários, para produzir os significados que interessam ao colonizador; no caso, pindaíba como quebradeira, situação de penúria. O desenrolar dos fatos, no tempo, reflete hábitos, costumes e linguagens próprios do interior de várias regiões do país; portanto, recorre a gírias, metáforas, provérbios, entre outros recursos da gramática popular. A obra enaltece os direitos humanos e chama a atenção para o convívio predador do humano para com o meio ambiente; os sobrenomes dos personagens indicam este viés. Seu cerne constitui-se também de valores ancestrais que denotam a transição étnico-cultural do personagem. A composição literária do enredo nutre-se de princípios educativos e poéticos, como elementos formativos da cidadania do personagem/trabalhador. No percurso do livro, Zé Prego revela aos seus interlocutores segredos imprescindíveis, necessários a quem nunca esteve, a quem está e também a quem, como ele, saiu da pindaíba.
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| Autor | Adelino Soares Santos Machado |
| Editora | ARTERA |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 133 |
| Ano de edição | 2026 |
| Número de edição | 1 |

