Quando nascemos, com raras exceções, choramos copiosamente, protestamos contra o frio, a luz forte e a falta de aconchego. Ainda bebês, sem saber falar, sentimos fome e calor, por isso resmungamos, gememosou abrimos o berreiro para ter o peito da mãe. Também esperneamos para arrancar as roupas que tanto nos fazem suar. Os anos passam e agora protestamos contra a comida que os adultos nos fazem comer, e nos insurgimos contra as trapaças de nossos irmãos e irmãs, ou contra a injustiça num jogo de bola na escola. Mais tempo passa e confrontamos nossos pais, pois o que eles planejaram para nossa vida não é o que desejamos para nós mesmos. Acessamos a vida coletiva, começamos a protestar contra coisas que nos ultrapassam, contra o que julgamos errado ou ruim na vida em sociedade. Assim nos revoltamos com o modo como as regras são criadas nos lugares que habitamos. Cresce em nós o desejo e a necessidade de nos organizarmos coletivamente. Já adultos, entendidos e tendo praticado a convivência, podemos encontrar muitos outros que também são críticos das coisas ruins que acontecem no nosso bairro, cidade, país e até no mundo todo. Para isso, nos unimos e protestamos nas ruas, nas janelas dos prédios ou diante da casa do prefeito ou do governador. Dos micro protestos viscerais, passando pelas reclamações da infância e adolescência, até às grandes manifestações sociais, este livrinho apresenta o processo da constituição das lutas como um fluxo contínuo que começa na primeira infância, e mostra que todos nós somos sujeitos políticos desde que nascemos. Leia e lute!
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| Altura (cm): | 11,00 |
| Largura (cm): | 22,00 |
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| Autor | Frederico Laura; Ravioli Erber |
| Editora | GLAC EDIÇÕES |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Grampeado |
| Páginas | 24 |
| Ano de edição | 2023 |
| Número de edição | 1 |

