A definição é matéria de estudo dos lógicos e dos lexicógrafos. Os primeiros preocupam-se com a descrição da essência do ser, e os segundos visam a estabelecer os significados de uma palavra em uma língua. A definição discursiva que o sujeito enunciador elabora no ato de produção de seu discurso não é uma idealização de um ser ou de uma unidade de língua, mas uma paráfrase aproximativa de uma definição-tipo estocada no dicionário. Enquanto unidade de discurso, essa paráfrase constitui-se em uma definição-ocorrencial em que estão presentes as marcas de uma determinada enunciação. Sob esse ponto de vista, somente o saber do código que é extradiscursivo não basta para construir/interpretar textos, é necessário conhecer os mecanismos discursivos que engendram novos sentidos. A definição discursiva, para nós, é um deles. Para comprovar a função desse operador discursivo que faz de cada texto um novo texto, analisamos trechos da língua oral e de obras literárias. A observação do exemplário permite verificar a constância do uso desse mecanismo e estabelecer uma tipologia da definição discursiva e de suas estruturas metalinguísticas introdutórias.
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| Autor | Edna Maria Fernandes dos Santos Nascimento |
| Editora | CRV |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 170 |
| Ano de edição | 2021 |
| Número de edição | 1 |

