Na contemporaneidade, discute-se cada vez mais o papel e o lugar da memória, considerando-se, sobretudo, o privilégio da rapidez, da eficácia e da eficiência da informação, ao mesmo tempo em que se constata a célere obsolescência dos meios tecnológicos para a sua disseminação. Nesse contexto, surgem também reflexões sobre o papel das instituições ou, mais popularmente, dos “lugares de memória”. Assim, arquivos, museus, centros de documentação, bibliotecas e espaços virtuais atuam na constituição, sedimentação e disseminação dessa memória. Outra vertente dessas reflexões reside na discussão sobre a possibilidade de autonomia dos indivíduos e grupos sociais organizados na construção e elaboração de suas memórias. No entanto, numa sociedade pautada pelo efêmero e pela fluidez – a modernidade “líquida” segundo Zygmunt Bauman –, as experiências passadas tendem a se tornar pouco relevantes, e a função social da memória parece ser útil apenas para o atendimento de necessidades imediatas. Isso pode nos levar a uma situação ambígua, na qual caberia à Ciência da Informação atender às demandas de uma sociedade que valoriza o efêmero e a velocidade, em detrimento da permanência e da construção de uma memória social. Com o objetivo de contribuir para esse debate, esta coletânea reúne textos de pesquisadores de universidades do Brasil, da Espanha e de Portugal que têm refletido sobre o tema da memória, na perspectiva da Ciência da Informação e nos diálogos com outras disciplinas.
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| Autor | Georgete Medleg Rodrigues |
| Editora | EDITORA UNB |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 360 |
| Ano de edição | 2019 |
| Número de edição | 1 |

