O que o linguista, ao se defrontar com a fala delirante de um psicótico, pode dizer sobre essa fala? Esta é a questão inicial que guia o presente trabalho, o qual em seu percurso se sustenta em outras tantas perguntas, disseminadas parcimoniosamente pelo autor.
Para o leitor um caminho se constrói passo a passo, seguindo uma linha tênue e precisa. Inicialmente, encontra um primeiro ponto de apoio, em forma de pergunta: Como e quando o termo neologismo entrou no discurso psiquiátrico? Após a leitura de uma breve história do neologismo na psiquiatria clássica, o leitor avança em direção ao campo da psicanálise e, seguindo os passos de Freud, questiona de forma mais radical a relação entre sujeito e linguagem: Por que e para quem se fala? E, indo ainda mais longe, é precedido por uma questão: Quem fala onde isso fala?
Só depois de acompanhar tais discursos, tais idas e voltas, é que o leitor pode, de fato, deparar-se com a questão que se coloca cuidadosamente e acompanha todo o texto: Seria possível usar o termo ''neologismo'' nas psicoses para se referir às palavras insólitas do psicótico? E acompanhamos, então, o estatuto das formações que aparecem no dizer psicótico e que tem efeito neológico por meio das falas de um sujeito particular, produtor de séries alfásicas e possuidor de pequenos plasmoglinfos.
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L004-9788575912171 |
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Autor |
Walker Douglas Pincerati |
Editora |
EDITORA MERCADO DE LETRAS |
Idioma |
PORTUGUÊS |
Encadernação |
Brochura |
Páginas |
112 |
Ano de edição |
2012 |
Número de edição |
1 |