• Não ata, nem desata

E se um documento não encerrasse tensões, mas revelasse outras formas de compreendê-las? Em Não ata, nem desata: os bastidores da independência que ninguém contou, a Ata da Vereação de 14 de junho de 1822, lavrada pela Câmara da então Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro, deixa de ser apenas registro administrativo para se afirmar como espaço de negociação e construção de sentidos. Ao investigar os pronunciamentos formulados em torno desse manuscrito, a obra ilumina os embates políticos e simbólicos que atravessaram a Bahia do primeiro quartel do século XIX, no contexto das independências.
Longe de leituras lineares, o livro evidencia conflitos entre projetos autonomistas e separatistas, mostrando como diferentes agentes mobilizaram a memória, a escrita e a autoridade institucional para afirmar posições e identidades. Nessa trajetória, destaca-se o papel dos membros do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e de seus percursores na consolidação de narrativas sobre o passado local.
Com rigor analítico e sensibilidade historiográfica, a obra convida o leitor a repensar não apenas um episódio, mas os próprios modos de produção da história. Entre o que se ata e o que se desata, revela-se um campo aberto de disputas – onde o passado é, também, construção.

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Autor Marcio Augusto Santos Dórea
Editora CRV
Idioma PORTUGUÊS
Encadernação Brochura
Páginas 0
Ano de edição 2026
Número de edição 1

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Não ata, nem desata