Com sua vasta experiência no debate sobre tecnologia, capaz de unir erudição e experiência pessoal, Ronaldo Lemos apresenta casos exemplares e sugestões concretas, com inteligência e generosidade.
Este livro não é um manifesto contra a tecnologia. Sua proposta é diferente. Recuperar, dentro de cada um, a possibilidade de retomar o controle sobre a própria vida. Ao longo da história, muitas tradições tentaram mapear a vida humana a partir de caminhos de aprendizado: a via do coração, a via da mente, a via do corpo. Este livro retoma algumas dessas visões a partir de três arquétipos: o monge, o iogue e o faquir. O monge representa nossa relação com as emoções. O iogue, a relação com a mente. E o faquir, nosso modo de lidar com o corpo
Cada um de nós é atravessado por essas três tendências. Mas nem sempre elas estão em equilíbrio. Quem cultiva só o corpo sacrifica tudo em nome da performance física. Quem busca uma vivência emocional constante sacrifica tudo em nome de sensações. O amante da mente faz sacrifícios em nome do intelecto. Em todos os casos, enquanto uma parte se hipertrofia, outra também se atrofia, e o comando interno se perde.
No mundo em que vivemos, esse desequilíbrio ganhou um aliado poderoso: a tecnologia. Plataformas digitais e sistemas de inteligência artificial aprenderam a conversar com o nosso faquir, com o nosso monge e com o nosso iogue ao mesmo tempo. Entregam corpos ideais em imagens manipuladas, emoções que vêm embaladas em vídeos curtos, feeds e narrativas instantâneas. Para retomar nossas vidas devemos lembrar o caminho do faquir para fortalecer o corpo, sem se tornar prisioneiro da imagem, usar o caminho do monge para educar as emoções, sem se afogar nelas, e seguir o caminho do iogue para afiar a mente, sem se entregar ao culto da produtividade.
”Tem dias em que acordo e me conecto com esse mundo de telas, capturado e agitado. Feita a travessia, me pergunto o que fiz do tempo. Mal tenho forças para me desconectar. Mas não pego no sono. Se você se sente assim, esse livro é para você. Vale muito a leitura. Você vai se surpreender. — Armínio Fraga, economista, ex-presidente do Banco Central
“Por que somos submissos, voluntária e coletivamente, aos algoritmos? Ronaldo Lemos dá algumas possíveis respostas, mas faz mais, aponta saídas. Com cuidado e precisão, descreve sintomas da patologia, remédios de emergência e profilaxia necessária. O perigo não é a inteligência artificial externa, não vem de fora a ameaça, vem de dentro — a ‘maquinização’ de pensamentos, sentimentos e gestos. Nem é novidade contemporânea, o imemorial embate íntimo entre corpo, coração e mente. Faquires, monges e iogues, lembrem-se de Walter Franco: ‘Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.’ — Pedro Bial, jornalista e apresentador
“Com um repertório incrível, o autor vai do cristianismo ao islamismo, visitando o estoicismo, o sufismo, o budismo, o taoísmo, entre outros. Fala das Teresas. Da mística de D''ávila e da caridade das ruas de Calcutá. Fala das telas e dos vícios. Da IA e dos afetos. E do que nos afeta quando não compreendemos o que é humano e o que é, artificialmente, oferecido como humano. O livro é de quem tem fôlego. Na teoria e nas vivências, em lugares e culturas tão diferentes. Em lugares e culturas tão diferentes, uma coisa é comum — precisamos uns dos outros, precisamos de vínculos. Precisamos da experiência da pedagogia do cuidado que requer a atenção. Foi assim que os atentos do metrô de Nova Iorque salvaram uma vida, lembra Ronaldo. Em tempos de IA, lembremos que a generosidade nunca sai de moda. — Gabriel Chalita, professor, escritor e ex-secretário municipal de educação de São Paulo
“Encantador. Um guia para nossos tempos. Um marco que as pessoas precisam ler.” — Bárbara Paz, atriz e cineasta
“Este livro faz um diagnóstico preciso do principal problema contemporâneo: o sequestro de nossa atenção por megacorporações inescrupulosas na busca de mais alguns bilhões/trilhões de lucros, em troca da catástrofe na saúde mental/política do planeta. Mas não fica na denúncia: é também um ‘o que fazer?’ para recuperar nosso faro e controle. Já adotei vários dos exercícios aqui propostos no meu cotidiano. Na primeira leitura parecem simples, inofensivos. Mas na prática são táticas eficazes de combate por mundo melhor e possível.” — Hermano Vianna, antropólogo, pesquisador e roteirista
“Muito mais que um conjunto de recomendações para viver melhor, O monge, o iogue e o faquir é o fundamento do que de mais ambicioso pode almejar um programa de transformação social baseado, antes de tudo, na ética da suficiência, da solidariedade e do respeito pelo conjunto da vida.”— Ricardo Abramovay, professor sênior do instituto de estudos aplicados da USP
“Ronaldo Lemos é uma referência incontornável para entender o impacto da tecnologia sobre as nossas vidas.” — Camila Pitanga, atriz
“Ronaldo Lemos em O monge, o iogue e o faquir transformou uma experiência pessoal em uma reflexão universal sobre a condição humana na era em que vivemos. Este é um livro que nos convida a pensar em perguntas essenciais sobre a vida na atualidade e oferece caminhos concretos para encontrarmos o equilíbrio entre corpo e mente. Em uma época onde somos obrigados a acelerar para nos sentirmos úteis, este livro nos convida a recuperar aquilo que, de fato, importa: a presença e a escuta. Uma leitura necessária para quem deseja viver a plenitude da vida, e não apenas ser ‘funcional e produtivo’ como as máquinas.” — Paulo Rogério Nunes, publicitário, empreendedor e consultor em inovação
“Li O monge, o iogue e o faquir. A maneira como mergulha em tradições ancestrais para buscar as raízes da contemporaneidade é de admirável originalidade.” — Rosiska Darcy, escritora, jornalista e integrante da Academia Brasileira de Letras
“Essencial! Um convite ao retorno da nossa existência para as nossas mãos, mentes e espíritos.” — Nathalia Arcuri, jornalista e apresentadora;
“Acompanhei a trajetória de Ronaldo Lemos de muito perto e posso afirmar que poucas pessoas no mundo poderiam alcançar a sofisticação da reflexão de O monge, o iogue e o faquir. Da construção dos arquétipos às pontes entre tradições milenares e atualidades mais cotidianas. Da super especialização na relação da tecnológica com a sociedade ao enfrentamento do nosso maior desafio geracional com honestidade e franqueza. Tudo isso em um momento de plenitude e amadurecimento pessoal e profissional e muita generosidade para nos ajudar a ‘reconhecer o desequilíbrio antes do colapso, a cultivar os três caminhos antes que a crise chegue, a encontrar o mestre antes que ele precise ser resgatado dos escombros’. Filosofia popular contemporânea. Orgulho para o Brasil.” — Alexandre Youssef, ex-secretário de Cultura da Cidade de São Paulo
“A prosa ensaística de Lemos tem a precisão de quem estudou tecnologia o suficiente para saber que a solução nunca está apenas na tecnologia. Há algo acima dela, que são nossos sentidos e corações. Humanos, e que jamais podem ser terceirizados. Escrito no tempo de uma gestação, com a urgência de criar um mapa de vida em tempos algoritmos para o filho recém-nascido, O monge, o iogue e o faquir não é um livro apenas sobre desligar o celular ou a IA. Ele fala do que sobra de nós quando fazemos isso, uma pergunta ainda mais interessante.” — João Paulo Cuenca, escritor e cineasta
“Um dos maiores conhecedores de tecnologia do Brasil vira (e nos vira) do avesso ao falar da perda contemporânea da conexão entre coração, corpo e mente. Spoiler: as máquinas têm a ver com isso. Desligue o celular e leia este livro. — Maria Prata, jornalista e consultora