A literatura e a filosofia são duas formas de pensar o mundo. Em países sem tradição filosófica e científica, como o Brasil, é na literatura que podemos encontrar os lances decisivos de autorreflexão crítica, décadas antes que a filosofia se acomode e se estruture academicamente. Este livro recupera trilhas desse caminho de formação da crítica nacional partindo de dois escritores tanto paradoxais quanto fundamentais: Euclides da Cunha e Monteiro Lobato, além de mobilizar uma lista ampla de críticos e
outros autores. O tema central é a modernidade e seus efeitos sobre a vida brasileira. A crítica de Nietzsche contra o progresso desmedido é o ponto de partida e sua presença direta e indireta nas obras aqui discutidas – seus ecos – o núcleo que conduz
o argumento. Teria a literatura brasileira reagido à modernidade através da matéria popular que emana de seus personagens, antes que a filosofia aquiescesse e mal reagisse às suas mazelas? Um esclarecimento pela ficção comprova que ainda somos nietzscheanos?
| Código: |
L002-9786561191029 |
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| Autor |
Henry Burnett |
| Editora |
N-1 EDIÇÕES |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
240 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |