As expressões “subcomum” e “subcomuns” apontam para uma série de coisas que não são uma coisa só; muitas vezes, aparenta se tratar de um lugar, de um lugar a ser alcançado, onde nos encontraremos, enfim, em uma prática revolucionária, em que todos os males serão desfeitos — se isso é o que parece, devemos bagunçar os sentidos. O que queremos dos autores que admiramos? O que queremos dos textos que nos tocam? Uma solução? Uma redenção? Se podemos cogitar uma relação entre negridade e subcomunalidade, é preciso pensar o que foi a impossibilidade permanente da vida negra nas Américas — pode o começo abissalmente impróprio de uma existência impossível nos dar um de qualquer coisa? Já está tudo uma baderna desde o início. Coisa-nenhuma, em que ninguém pode satisfazer nosso desejo de uma certeza inabalável, de uma completude a ser nossa. É preciso seguir a batida e esquecer de si; esquecer das fantasias que nos alimentaram sobre ser uma coisa ou outra, ser-alguém, ter sucesso, aderir à civilização, progredir, marchar sobre a linha, produzir ao longo da linha, tornar-se um meio de expansão e aprimoramento da linha, eficiente, caixeiro-viajante, sonho do capital, cidadão pleno e apropriadamente humano.
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| Autor | Stefano Fred; Harney Moten |
| Editora | GLAC EDIÇÕES |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 0 |
| Ano de edição | 2024 |
| Número de edição | 1 |

