• Florestan Fernandes e a contrução da sociologia pública no Brasil

Em Florestan Fernandes e a construção da sociologia pública no Brasil, Marcelo Totti retoma a trajetória do autor de A revolução burguesa no Brasil para discutir o sentido de sua produção intelectual e de seu engaja mento político.

Enxergando nesse percurso mais transformações do que rupturas, Totti contribui decisivamente para unir diversos momentos da vida de Florestan, desde sua entrada na universidade até a atuação por dois mandatos como parlamentar, passando pela campanha pela educação pública e pelas perseguições durante a ditadura militar.

Do Florestan estudante de sociologia ao deputado petista, encontramos, na leitura consistente do autor deste ensaio, o desejo permanente de influir nos rumos políticos do país e de conferir a essa atuação o papel de instrumento de transformação social para se tores populares.

Diante de um cenário em que as “transformações moleculares” são dificulta das pela presença estrutural de uma burguesia conservadora e dependente, a radicalização e o apreço de Florestan pelo marxismo foram progressivos. Tal movimentação remete ao debate sobre a sociologia pública proposto por Michael Burawoy (1947-2025), publica do no Brasil pela editora Alameda.

Para Totti, Florestan, normalmente apontado como um “pai da sociologia brasileira", é também um fundador da sociologia pública no país, em seu compromisso e em sua práxis, sempre orientados no sentido de fazer desta ciência uma arma da sociedade civil em busca de mais democracia e igualdade.

Haroldo Ceravolo Sereza

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Autor Marcelo Augusto Totti
Editora ALAMEDA EDITORIAL
Idioma PORTUGUÊS
Encadernação Brochura
Páginas 251
Ano de edição 2026
Número de edição 1

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