Como se configura a forma literária em Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago? Como um processo social denso, difícil, emerge, de maneira mediada e refratada pela linguagem, nessa forma alegórica? Em As Alegorias da Cegueira, quanto mais a autora concentra-se na análise do enredo, do narrador, das personagens, enfim, na ficção montada por Saramago, mais vê projetado o universal, mediante a instauração da violência como ordem vigente na cidade fictícia, causada pela total destruição do Estado de Direito e predomínio do Estado de Exceção. Da percepção dessa facilidade de romper os limites entre civilização e barbárie, ensaia uma reflexão sobre uma série de questões inerentes à condição humana no mundo do capitalismo avançado, traduzidas pelas várias formas de alegorias da cegueira: a despolitização da polis, impulsionando-a para um retorno à ordem primitiva, as várias formas de organização do Contrato Social, as relações entre o indivíduo e o coletivo, as transformações das relações sociais. Por tudo isso, é uma leitura densa e instigante para apaixonados por refletir sobre o processo social por meio da literatura.
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| Autor | Daniela de Araújo Vieira |
| Editora | APPRIS |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 249 |
| Ano de edição | 2019 |
| Número de edição | 1 |

