Este livro nasce da interrogação fundamental: o que pode um corpo quando o Real o atravessa? Ao tomar a tese autobiográfica da bailarina Silvia Wolff como caso clínico, Nara Pratta propõe um deslocamento: olhar a dança não como ilustração da psicanálise, mas como um campo no qual o sujeito escreve — com passos, pausas e impossibilidades — seu modo singular de habitar o mundo. Depois de um AVC que desfaz a imagem ideal do corpo, Silvia precisa inventar uma “Nova Eu Dança”, produzindo, como James Joyce, uma escrita capaz de sustentar seu enodamento. É nesse ponto que o livro se torna profundamente atual: ele mostra como o trauma, longe de reduzir, pode convocar um novo laço, uma nova grafia, um novo nome para viver. Acontece então aquilo que Lacan chamaria de um saber-fazer com o incurável. Trauma e Sint(h)oma é um convite a testemunhar a potência inventiva do sujeito quando a vida o obriga a dançar de outro modo.
| Código: | L002-9788575919989 |
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| Peso (kg): | 0,325 |
| Altura (cm): | 23,00 |
| Largura (cm): | 16,00 |
| Espessura (cm): | 1,20 |
| Autor | Nara Pratta |
| Editora | EDITORA MERCADO DE LETRAS |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 184 |
| Ano de edição | 2026 |
| Número de edição | 1 |
