Ao fundarem a Belair Filmes, Rogério Sganzerla, Julio Bressane e Helena Ignez iniciaram um experimento que funcionou no diapasão do sonho, da pretensão ilimitada, do desajuste desmedido, do confronto sem rodeios. A inconformidade com o presente é a linha geral que traça contradições avolumadas entre falas e filmes, na contemporaneidade e no futuro.
Fazer cinema propondo, em parte, negá-lo é a condição dialética que torna a Belair um evento singular para meditar sobre um entre-lugar. Em sua época, a produtora foi notada como um fracasso ou mesmo um equívoco, o que irá habilitar mais tarde a expressão “terremoto clandestino”, de origem concretista e afeita à recuperação erudita da margem.
Pequena, mas grande; notável, mas desapercebida; efêmera, mas longa. Não será um equívoco enxergá-la como sintonizada à vanguarda.
Para Sganzerla, à época, o “diretor de vanguarda”, papel que ele mesmo vai se autodesignar, se resume a querer “fazer o que não se pode fazer, ou seja, fazer um filme voluntariamente péssimo e livre ou ao menos equacionar essas questões”
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L002-9786559664184 |
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| Autor |
Leonardo Esteves |
| Editora |
ALAMEDA EDITORIAL |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
382 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
1 |